DIU e Ultrassom: Avaliação de Posicionamento

diu e ultrassom

DIU e ultrassom: toda mulher precisa fazer o exame após colocar o dispositivo?

A resposta pode surpreender — e também aliviar.

Nem sempre é necessário. E entender quando o exame é indicado pode evitar preocupações e exames desnecessários.

Neste guia, vamos esclarecer o que é um posicionamento adequado do DIU, quando é preciso investigar com imagem e o que o ultrassom realmente mostra.

Você também vai descobrir as diferenças entre tipos de DIU e o que fazer em caso de sintomas.

Vamos desmistificar o assunto com base em evidências e empoderar sua decisão sobre seu corpo.

 

Quando o Ultrassom é Realmente Necessário?

Após a inserção do DIU, a maioria das mulheres não precisa de ultrassom de rotina.

O exame só é indicado em situações específicas:

Indicações claras para ultrassom pós-inserção:

  • Inserção difícil ou dolorosa
  • Suspeita de perfuração uterina
  • Fios do DIU não visíveis no colo
  • Dor pélvica persistente ou nova
  • Sangramento intenso ou irregular
  • Suspeita de expulsão

Em mulheres assintomáticas, com inserção tranquila e fios visíveis, o exame geralmente não é necessário.
Porém, a maioria dos médicos solicitam um ultrassom para eles terem a segurança e respaldo que está bem colocado e tranquilizar ainda mais a paciente.

Atenção: se houver sintomas, o ultrassom ajuda a identificar mal posicionamento, expulsão parcial ou perfuração.

Entendendo o Posicionamento Correto do DIU

Um DIU bem posicionado deve estar centrado na cavidade uterina.

Critérios técnicos de bom posicionamento:

  • Porção inferior não deve ultrapassar o canal cervical
  • Hastes horizontais desdobradas, voltadas para os cornos uterinos

Mesmo que o DIU esteja discretamente deslocado, isso nem sempre afeta a eficácia — especialmente em mulheres sem sintomas.

Como é feito o Ultrassom para Avaliação do DIU?

O exame é realizado por via transvaginal, com transdutor fino e gel lubrificante.

A paciente permanece deitada em posição ginecológica, e o exame dura cerca de 10 a 15 minutos.

Durante o ultrassom, o médico avalia:

  • Localização do DIU no útero
  • Integridade da cavidade uterina
  • Presença de miomas, adenomiose ou alterações
  • Espessura do endométrio
  • Sinais de perfuração ou deslocamento

Planos utilizados:

  • Sagital: para ver o DIU no eixo longitudinal do útero
  • Transversal: para ver a abertura lateral das hastes

O exame é indolor e seguro, inclusive em mulheres com DIU hormonal, de cobre ou prata.

Tipos de DIU e Suas Particularidades

DIU Hormonal:

  • Mirena: maior (32×32 mm), 52mg de levonorgestrel, 5 anos
  • Kyleena: menor (30×28 mm), 19,5mg, 5 anos — indicado para nulíparas

Ambos liberam hormônio localmente, com diferenças em tamanho e perfil hormonal.

DIU de Cobre:

  • Duração: até 10 anos
  • Não contém hormônio
  • Pode aumentar o fluxo menstrual

DIU de Prata:

  • Combina cobre e prata
  • Reduz oxidação do cobre e diminui fluxo
  • Inovação que une longa duração e menor sangramento

Complicações Possíveis e Como Identificá-las

Complicações comuns:

  • Deslocamento (mudança de posição)
  • Expulsão parcial ou total
  • Perfuração (rara)

Sinais de alerta:

  • Cólica diferente ou mais intensa
  • Sangramento irregular ou prolongado
  • Fios do DIU ausentes

O que fazer:

  • Se houver sintomas, procure seu ginecologista
  • Ultrassom pode confirmar o posicionamento
  • Se estiver mal posicionado e houver sintomas, a remoção pode ser indicada
  • Em casos assintomáticos, apenas acompanhamento pode ser suficiente

Informação é Autonomia

Saber quando o ultrassom é necessário após colocação do DIU evita ansiedade e exames desnecessários.

Mais do que seguir protocolos, é importante ouvir seu corpo e buscar avaliação profissional se houver sinais de alerta.

Nem toda mulher precisa de ultrassom após a inserção — mas toda mulher merece informação clara, atualizada e baseada em evidências.

Tem dúvidas sobre tipos de DIU ou está com sintomas? Fale com um profissional especializado e cuide da sua saúde com confiança.

Leia também: Câncer de mama: os exames que salvam vidas quando feitos na hora certa

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Foto de Dr. Marcelo Adriano

Dr. Marcelo Adriano

Dr. Marcelo Adriano Dias é médico radiologista com mais de 15 anos de experiência, atuando em Araguaína-TO. Formado em Medicina pelo ITPAC e com residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pela UFS, é especialista em ultrassonografia, tomografia, exames com Doppler e elastografia hepática. Participa ativamente de eventos como a Jornada Paulista de Radiologia desde 2009, além de possuir formação avançada em ultrassonografia pediátrica, ginecológica, obstétrica, musculoesquelética e vascular. Reconhecido pela precisão, responsabilidade e acolhimento no atendimento.

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