Ultrassom Transvaginal com Preparo vs Ressonância Magnética: Qual Exame Escolher para Endometriose?

imagem dividida com aparelho de ultrassom de um lado e aparelho de ressonância do outro
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Ultrassom com preparo ou ressonância magnética: qual é melhor para diagnosticar a endometriose?

Essa é uma dúvida comum entre pacientes — e até entre profissionais de saúde.

Afinal, os dois exames são frequentemente solicitados, mas têm indicações diferentes.

Neste guia, vamos explicar em detalhes quando cada exame é mais indicado, suas vantagens, limitações e quando é necessário fazer ambos.

Você vai entender de forma clara como tomar uma decisão informada com seu médico.

 

Entendendo Cada Exame: Como Funcionam e o Que Avaliam

imagem dividida com aparelho de ultrassom de um lado e aparelho de ressonância do outro

Ultrassom Transvaginal com Preparo

  • Usa ondas sonoras para gerar imagens em tempo real
  • Avalia útero, ovários, trompas, reto, sigmoide, bexiga e regiões retrocervicais
  • Com preparo intestinal, permite visualização precisa da pelve profunda
  • Método dinâmico: avalia aderências e mobilidade de órgãos
  • Exame rápido, acessível e sem radiação

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Ressonância Magnética

  • Usa campo magnético para produzir imagens detalhadas
  • Avalia pelve completa, incluindo locais de difícil acesso ao ultrassom
  • Útil para mapear lesões maiores ou mais profundas
  • Excelente para planejamento cirúrgico
  • Mais caro, com menor disponibilidade em algumas regiões

Quando o Ultrassom com Preparo é Superior

  • Lesões pequenas (< 5 mm), especialmente intestinais
  • Endometriose no reto e ligamentos uterossacros
  • Avaliação de aderências e mobilidade de órgãos
  • Situações em que o exame dinâmico faz diferença
  • Quando o custo ou tempo de espera é uma limitação

Quando a Ressonância Magnética é Preferível

  • Lesões em locais de difícil acesso: diafragma, apêndice, parede abdominal
  • Avaliação de estruturas profundas além da pelve
  • Pacientes com anatomia desfavorável ao ultrassom
  • Planejamento de cirurgias extensas e complexas
  • Quando o ultrassom é inconclusivo ou limitado

Os Exames se Complementam? Quando Fazer Ambos?

Sim, em casos complexos ou quando há discordância entre sintomas e imagens.

Fazer ambos pode ser indicado quando:

  • Há suspeita de lesões em múltiplos compartimentos (intestino + bexiga + diafragma)
  • O ultrassom não identificou todas as lesões
  • O objetivo é planejamento cirúrgico detalhado
  • É necessário confirmar ou excluir achados

Fator Mais Importante: Quem Realiza o Exame

Mais do que o equipamento, a experiência do médico executante é determinante para a qualidade do diagnóstico.

No ultrassom com preparo, o especialista deve saber identificar pequenas lesões, avaliar mobilidade de órgãos e seguir protocolo completo.

Na ressonância, a qualidade do laudo depende da experiência do radiologista e da qualidade do protocolo usado.

Dica: pergunte se o exame segue protocolo específico para endometriose e se o profissional é especialista.

Qual Exame Escolher para Endometriose?

Não existe um exame universalmente melhor.

A escolha ideal depende do seu caso, sintomas, histórico, suspeitas clínicas e da disponibilidade de profissionais experientes.

O melhor caminho é tomar essa decisão junto com o médico que acompanha seu caso.

Lembre-se: exames complementam, não substituem o bom diálogo entre paciente e médico.

Leia também: Câncer de mama: os exames que salvam vidas quando feitos na hora certa

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Foto de Dr. Marcelo Adriano

Dr. Marcelo Adriano

Dr. Marcelo Adriano Dias é médico radiologista com mais de 15 anos de experiência, atuando em Araguaína-TO. Formado em Medicina pelo ITPAC e com residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pela UFS, é especialista em ultrassonografia, tomografia, exames com Doppler e elastografia hepática. Participa ativamente de eventos como a Jornada Paulista de Radiologia desde 2009, além de possuir formação avançada em ultrassonografia pediátrica, ginecológica, obstétrica, musculoesquelética e vascular. Reconhecido pela precisão, responsabilidade e acolhimento no atendimento.

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