
Dor, inchaço ou nódulo nos testículos são sinais que exigem atenção imediata.
Mas como saber se é algo simples ou grave?
É aí que entra o USG Bolsa Escrotal: um exame essencial, rápido e não invasivo que revela com precisão o que está acontecendo na região.
Ele pode diferenciar um cisto benigno de um tumor, confirmar uma infecção ou detectar uma torção testicular, que precisa de cirurgia urgente.
Neste artigo, você vai entender como funciona esse ultrassom, quando ele é indicado e por que o Doppler faz toda a diferença no diagnóstico.
O que é o USG Bolsa Escrotal e como funciona
O ultrassom da bolsa escrotal é um exame de imagem feito com um transdutor que emite ondas sonoras de alta frequência.
Esse transdutor é deslizado sobre o escroto com ajuda de um gel, gerando imagens em tempo real dos testículos, epidídimos e vasos sanguíneos locais.
O exame é totalmente indolor, leva cerca de 20 a 30 minutos e pode ser feito sem preparo prévio.
Quando realizado com Doppler colorido, ele também mostra o fluxo sanguíneo nos testículos, ajudando a identificar obstruções, inflamações e dilatações venosas.
Quando o ultrassom testicular é indicado?
O exame é indicado sempre que há queixas relacionadas à região escrotal ou suspeita de alterações testiculares.
Veja os principais motivos para fazer um USG Bolsa Escrotal:
- Dor súbita e inchaço: pode indicar torção testicular, emergência médica.
- Suspeita de infecção: avalia casos de orquite e epididimite.
- Identificação de cistos: espermatocele, hidrocele ou cistos simples.
- Pesquisa de nódulos: diferencia massas benignas e malignas.
- Investigação de varicocele: causa comum de infertilidade masculina.
- Monitoramento de testículos não descidos e alterações no espermograma.
O exame também é indicado em avaliações de traumas na região e na presença de microlitíase testicular.
Qual o papel do Doppler no diagnóstico?
O Doppler escrotal complementa o ultrassom com informações sobre o fluxo sanguíneo local.
É essencial para diferenciar situações clínicas semelhantes, como:
- Torção testicular: reduz ou bloqueia o fluxo sanguíneo.
- Epididimite/orquite: aumenta o fluxo por inflamação.
- Varicocele: mostra dilatação venosa e refluxo no plexo pampiniforme.
Essas informações ajudam o urologista a definir o tratamento adequado, que pode ser cirúrgico, clínico ou apenas observacional.
O que acontece depois do exame?
Com o laudo em mãos, o paciente pode ser encaminhado ao urologista, que avaliará a necessidade de:
- Cirurgia (torção, varicocele, tumores).
- Tratamento medicamentoso (infecções).
- Acompanhamento periódico (cistos, infertilidade).
Em resumo, o USG da bolsa escrotal é um exame simples, mas que pode fazer toda a diferença entre uma dor passageira e uma complicação séria.


