Quando fazer o primeiro ultrassom na gravidez

Ultrassom obstétrico, morfológico e translucência nucal: essas palavras provavelmente apareceram em algum momento da sua gravidez ou de alguém próximo, certo? Mas afinal, qual é o papel e qual a hora de cada um deles no pré-natal?

Entender as funções específicas desses exames é essencial para acompanhar o desenvolvimento do bebê e garantir mais segurança para a gestação é essencial.

E não, ultrassom na gravidez não serve apenas para “ver o bebê”, pois cada etapa do ultrassom obstétrico tem um objetivo técnico muito bem definido.

Neste post, você vai descobrir o que é o ultrassom obstétrico, como o exame morfológico ajuda a identificar possíveis anomalias e por que a medida da translucência nucal é um dos primeiros sinais de alerta para síndromes genéticas.

Sim, estamos falando de cuidado, prevenção e decisões mais acertadas ao longo da gravidez.

O que é ultrassom obstétrico e para que serve?

O ultrassom obstétrico é um exame de imagem essencial para acompanhar a saúde da gestante e o desenvolvimento do feto desde as primeiras semanas de gravidez.

Esse tipo de ultrassonografia permite avaliar:

  • A viabilidade da gestação
  • A idade gestacional
  • O número de fetos
  • O batimento cardíaco embrionário
  • A implantação da placenta e quantidade de líquido amniótico

De forma geral, os principais ultrassons obstétricos são feitos em três momentos:

  • Primeiro trimestre (6 a 8 semanas): Confirma a gravidez e verifica batimentos cardíacos.
  • Entre 11 e 14 semanas.
  • Segundo trimestre (18 a 24 semanas): Foco no ultrassom morfológico, que avalia toda a formação do bebê.
  • Terceiro trimestre (a partir da 30ª semana): Avaliação do crescimento fetal e posicionamento para o parto.

Cada etapa do ultrassom obstétrico fornece dados fundamentais para identificar riscos precocemente e orientar o pré-natal de forma mais eficaz.

O que é transluscência nucal e qual sua importância?

A transluscência nucal é uma medida feita durante o ultrassom do primeiro trimestre, geralmente entre a 11ª e a 14ª semana de gestação.

Esse exame avalia a espessura do acúmulo de líquido na nuca do feto.

Mas por que essa medida é tão importante?

Alterações na espessura podem indicar um risco elevado de síndromes genéticas, como a síndrome de Down, além de problemas cardíacos ou outras malformações.

É importante entender:

  • Não é um diagnóstico, mas um exame de triagem.
  • Quando combinada a outros marcadores, como o osso nasal e exames laboratoriais (como o sangue materno), ajuda a calcular o risco fetal de anomalias cromossômicas.

Por ser um exame não invasivo e seguro, a translucência nucal se tornou uma ferramenta indispensável na obstetrícia moderna.

Ultrassom morfológico: o que ele mostra e quando fazer?

O ultrassom morfológico é geralmente realizado entre a 18ª e a 24ª semana de gestação, sendo um dos exames mais completos do pré-natal.

É nessa etapa que o médico avalia, em detalhes, a formação de todos os órgãos e estruturas do bebê.

Entre os principais pontos analisados estão:

  • Crânio e cérebro
  • Coluna vertebral
  • Coração e grandes vasos
  • Rins e bexiga
  • Estômago e intestino
  • Membros superiores e inferiores
  • Placenta, cordão umbilical e líquido amniótico

Além disso, o sexo do bebê geralmente já pode ser visualizado nesse exame, o que costuma ser um dos momentos mais emocionantes da gestação para muitas famílias.

No entanto, o objetivo principal do ultrassom morfológico é identificar possíveis malformações e garantir que o desenvolvimento fetal esteja dentro dos parâmetros normais.

E agora?

Tem dúvidas sobre qual exame fazer ou quando marcar o próximo ultrassom? Converse com o seu obstetra e mantenha um acompanhamento regular com o médico radiologista.

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Dr. Marcelo Adriano

Dr. Marcelo Adriano Dias é médico radiologista com mais de 15 anos de experiência, atuando em Araguaína-TO. Formado em Medicina pelo ITPAC e com residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pela UFS, é especialista em ultrassonografia, tomografia, exames com Doppler e elastografia hepática. Participa ativamente de eventos como a Jornada Paulista de Radiologia desde 2009, além de possuir formação avançada em ultrassonografia pediátrica, ginecológica, obstétrica, musculoesquelética e vascular. Reconhecido pela precisão, responsabilidade e acolhimento no atendimento.

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